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Fonte: http://www.abrajet-to.com.br/nota.php?l=02963cef0b2225a989e115f6a98a7507

São João do meu Piauí

23/11/2009 21:27:33

Janete Monteiro
café da manhã piauiense
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: larger">N</span>o interior do Estado, mais precisamente em S&atilde;o Jo&atilde;o do Piau&iacute;, a 485 km ao Sul de Teresina, o turista pode comprovar e desfrutar das belezas naturais e da hospitalidade do piauiense interiorano. S&atilde;o Jo&atilde;o goza do privil&eacute;gio de ser vizinha do internacional s&iacute;tio arqueol&oacute;gico da Serra da Capivara, de ter uma barragem no rio Piau&iacute; e ser considerada a Terra da Uva. N&atilde;o &eacute; pouco n&atilde;o. Sem contar com uma gente hospitaleira que s&oacute; indo l&aacute; para comprovar. <br /> <br /> A hospedagem na casa do Seu Z&eacute; Foba foi uma satisfa&ccedil;&atilde;o para o esp&iacute;rito e, principalmente, para o meu paladar, saudoso das comidas da terrinha. (Z&eacute; Foba &eacute; apelido de seu Jos&eacute; de Oliveira, pai da minha amiga Margarete, carinhosamente conhecida por Gueta.) Quase todo mundo leva um apelido criativo, e muitas vezes divertidos, por aquelas paragens. L&aacute;, pude sentir tamb&eacute;m o prazer de sua fam&iacute;lia em nos receber na passagem para a Serra da Capivara, localizada no munic&iacute;pio vizinho de S&atilde;o Raimundo Nonato, a 30 km de S&atilde;o Jo&atilde;o. <br /> <br /> No caf&eacute; da manh&atilde;, o puro sabor do nordeste &eacute; o despertador do dia. N&atilde;o tem quem fique na cama com aquele cheiro no ar de beiju, cuscuz, carne assada... Pude apreciar e ati&ccedil;ar o meu paladar nordestino com iguarias como bolo de sal, de doce, requeij&atilde;o, cuscuz, beiju e carne de sol de bode, preparados especialmente pela Dona Gessy e pela Raimunda que mora na casa h&aacute; mais de 20 anos. O card&aacute;pio &eacute; uma viagem de volta a nossa inf&acirc;ncia. Minha v&oacute; Am&aacute;lia, gostava de fazer requeij&atilde;o, doce e bolo pra todos os netos e, se eu chegasse bem depois, ela tinha sempre guardado o meu peda&ccedil;o. V&oacute; que &eacute; v&oacute; faz assim. Nasci e cresci no Piau&iacute; (morava em Teresina e passava f&eacute;rias em Monsenhor Hip&oacute;lito). Vivi orgulhosamente essa realidade interiorana das comidas t&iacute;picas, simples, saborosas e bem feitas pelas nossas m&atilde;es, tias e av&oacute;s. Incr&iacute;vel como o cheiro e sabor ficam registrados na alma.<br /> <br /> No primeiro dia, rumo a Serra da Capivara, eis que seu Z&eacute; Foba, homem prevenido, nos chega com uma garrafa t&eacute;rmica enorme, cheia de &aacute;gua de coco. Foi a nossa salva&ccedil;&atilde;o, na caminhada pela caatinga, quando nos embrenhamos Serra &agrave; dentro para ver as pinturas rupestres do s&iacute;tio arqueol&oacute;gico. Prepare-se, o sol do Piau&iacute; n&atilde;o &eacute; lenda, n&atilde;o!<br /> <br /> De volta pro almo&ccedil;o em S&atilde;o Jo&atilde;o, a sensa&ccedil;&atilde;o gastron&ocirc;mica n&atilde;o foi diferente. Saboreamos galinha caipira e carne de bode. Esta eu n&atilde;o dispensava, por nada, principalmente depois de ouvir do seu Z&eacute; que &eacute; a melhor da regi&atilde;o. Hum!!! Foi realmente de encher os olhos e a boca.<br /> <br /> Pontos Tur&iacute;sticos<br /> <br /> No segundo dia, curtimos um pouco a beleza de S&atilde;o Jo&atilde;o. Fomos conhecer a barragem do Jenipapo, no Rio Piau&iacute;, uma das maiores do Estado e o maior atrativo tur&iacute;stico da regi&atilde;o. Tem capacidade para 280 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos de &aacute;gua e proporciona uma vis&atilde;o linda para os moradores que escolhem o lugar para curtir e se refrescar de um calor&atilde;o que, em agosto, atinge temperaturas alt&iacute;ssimas.<br /> <br /> Em meio ao agreste piauiense, S&atilde;o Jo&atilde;o, pasmem... desponta como a terra da uva. A fruta &eacute; cultivada por mais de 200 fam&iacute;lias do Assentamento Marrecas. Duas esp&eacute;cies de uva s&atilde;o plantadas na regi&atilde;o: benitaka e it&aacute;lia melhorada. A partir dos excelentes resultados em colheita e qualidade da fruta, o Governo do Estado e institui&ccedil;&otilde;es que fomentam o desenvolvimento s&oacute;cio-econ&ocirc;mico na regi&atilde;o pretendem transformar o munic&iacute;pio num p&oacute;lo de fruticultura. S&atilde;o colhidas tr&ecirc;s safras anuais de 60 toneladas cada. A expectativa &eacute; de que a &aacute;rea plantada cres&ccedil;a para 900 hectares nos pr&oacute;ximos anos e produza tamb&eacute;m outras frutas. Os t&eacute;cnicos da &aacute;rea garantem que S&atilde;o Jo&atilde;o do Piau&iacute; possui todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o desenvolvimento da fruticultura irrigada: solo f&eacute;rtil, &aacute;gua e orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. O II Festival da Uva de S&atilde;o Jo&atilde;o do Piau&iacute; ser&aacute; realizado de 28 a 31 de janeiro de 2010. <br /> <br /> <br /> Hist&oacute;ria<br /> <br /> O local onde hoje est&aacute; instalada a cidade de S&atilde;o Jo&atilde;o do Piau&iacute; era uma fazenda que pertencera a Domingos Afonso Mafrense, intitulada Malhada do Jatob&aacute;. A cidade est&aacute; localizada na regi&atilde;o sudeste do Estado do Piau&iacute;, &agrave;s margens do Rio Piau&iacute;. S&atilde;o Jo&atilde;o tem sua economia concentrada na agricultura familiar, na pecu&aacute;ria e mais recentemente no com&eacute;rcio, sendo assim uma das cidades mais importantes do sul do Estado. <br /> <br /> &nbsp;</div>