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Fonte: http://www.abrajet-to.com.br/nota.php?l=f77a76266c49cf95d24738c2a8fdf943

Me Chama Maré

23/11/2009 21:16:37

<div style="text-align: justify">Conhecer S&atilde;o Lu&iacute;s &eacute; muito mais que ir &agrave;s ruas, shoppings, feiras, casas hist&oacute;ricas, ou pr&eacute;dios centen&aacute;rios. Conhecer o verdadeiro maranhense &eacute; curtir uma apresenta&ccedil;&atilde;o do bumba-meu-boi e dan&ccedil;ar num sal&atilde;o de reggae. O Boi eu j&aacute; conhecia bem, mas o reggae...<br /> <br /> Estive na capital maranhense diversas vezes, mas n&atilde;o havia tido a satisfa&ccedil;&atilde;o de sentir o clima de uma casa de reggae, dan&ccedil;a que se imp&otilde;e entre as animadas manifesta&ccedil;&otilde;es culturais da regi&atilde;o e compete com o bumba-meu-boi em popularidade e lazer para multid&otilde;es. O curioso &eacute; que existe at&eacute; o Dia Municipal do Regueiro: 5 de setembro.<br /> <br /> Ent&atilde;o resolvi conhecer, acompanhada de um grupo de amigos jornalistas o bar Chama Mar&eacute;. Agora, pense num lugar animado! Em volta, muitas barracas e o genu&iacute;no som do reggae. Fachada simples, porta pequenina que para o &ldquo;cab&ocirc;co&rdquo; passar tem que se abaixar. Essa era a frente do bar Chama Mar&eacute;, um tradicional ponto de reggae da capital ludovicence. L&aacute; dentro n&atilde;o havia paredes e apenas os coqueiros nos separavam da imensid&atilde;o do mar. Uma brisa suave sacodia os cabelos dos passistas que dan&ccedil;avam agarradinhos no sal&atilde;o a meia luz. Tudo muito provocador, caliente como s&oacute; o maranhense sabe ser. <br /> <br /> No sal&atilde;o, vi que a dan&ccedil;a era no ritmo do dois-pra-l&aacute;, dois pra-c&aacute; e s&oacute; depois fiquei sabendo que na verdade, houve uma adapta&ccedil;&atilde;o entre o forr&oacute; e o reggae, surgindo a nova dan&ccedil;a. Para atrapalhar a conversa ao p&eacute; do ouvido, s&oacute; mesmo o volume alt&iacute;ssimo do som que cercam os galp&otilde;es e sal&otilde;es. <br /> <br /> Para completar a noite, fiquei esperando os sucessos locais porque Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer s&atilde;o mais lembrados na se&ccedil;&atilde;o saudade, guardada para o final dos bailes. Quem anima mesmo as radiolas s&atilde;o bandas regionais, como Miragem, Guethos e Reprise. E nunca &eacute; demais lembrar que a mais conhecida banda de reggae do pa&iacute;s, a Tribo de Jah, come&ccedil;ou em S&atilde;o Lu&iacute;s, capital conhecida hoje como a Jamaica Brasileira porque cultiva, curte e embala, neste ritmo, a galera de todas as idades.<br /> <br /> &nbsp;</div>